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Caem as vendas de medicamentos entre janeiro e maio No acumulado dos últimos doze meses até maio a redução foi de 0,31%, ficando em 1,65 bilhão de unidades, conforme informações da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma), baseadas em dados do Grupo dos Profissionais Executivos do Mercado Farmacêutico (Grupemef), que contabiliza o movimento dos laboratórios para hospitais, redes varejistas e governo, entre outros. O presidente da Febrafarma, Ciro Mortella, disse que a renda da população brasileira, mesmo que tenha apresentado uma melhora lenta e gradual, ainda é incipiente para influenciar as estatísticas do setor. "A grande parcela da população depende do sistema público. Além de um aumento substancial no poder aquisitivo, seriam necessárias políticas públicas para atender a essa parcela, ampliando assim o acesso à saúde, incluindo a medicamentos." Sem esses elementos, Mortella não acredita em números diferentes para 2007, em relação aos alcançados em 2006, quando as vendas da indústria subiram 3,13%, ante 2005, atingindo 1,66 bilhão de caixas. Nos últimos doze meses até maio, o faturamento nominal das fabricantes de medicamentos cresceu 3,42%, quando comparado a período imediatamente anterior, alcançando R$ 24,59 bilhões. A variação cambial refletiu em um aumento maior em dólar, de 5,71%, para US$ 11,51 bilhões, na comparação dos mesmos intervalos. No acumulado do ano até maio, as vendas nominais foram de R$ 9,72 bilhões, com aumento de 9,2% influenciado principalmente pelo reajuste anual de preços - controlados pelo governo -, que ocorreu nessa fase, e pela entrada no mercado de produtos de maior valor. Em dólar, as indústrias movimentaram até maio US$ 4,71 bilhões, uma evolução de 15,2%.
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