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Cosméticos ampliam linhas masculinas
Gazeta Mercantil, 11/07/2007

    A mudança no perfil do homem brasileiro, hoje mais preocupado com a aparência e mais cuidadoso com a saúde, favorece o mercado de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos. Em cinco anos, a venda desses produtos para o público masculino mais que dobrou, de R$ 761 milhões em 2001 para R$ 1,6 bilhão em 2006, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec).
    Atentas a esse crescimento, as empresas sofisticam linhas e oferecem tratamentos, como o combate à oleosidade e o anti-sinais. A Nivea, que lança em agosto produtos para a pele oleosa, é um exemplo. As vendas do segmento subiram 15% em um ano e devem ser 20% maiores em 2008.
    A L’Oreal, que mantinha em linha apenas um produto antiidade para homens, lançou outros três e prevê que esses cosméticos representem 16% do total do faturamento da linha masculina neste ano, ante os 13% de 2006 e 10% de 2005.
    O "übersexual" - homem que se preocupa com a imagem pessoal e vai às compras, mas sem se mostrar narcisista e egocêntrico - tem garantido ao setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos crescimento acelerado no segmento de cuidados para o homem e possibilitando novos investimentos das empresas brasileiras nestas áreas.
    O levantamento do Euromonitor indica que o mercado brasileiro de cuidados para o homem é de aproximadamente 7,5% do mercado mundial, ou US$ 1,65 bilhão (metade do mercado latino americano, de US$ 3,3 bilhões, que tem o mesmo volume de vendas contabilizado nos países asiáticos e fica atrás do mercado europeu e do norte-americano). A pesquisa calcula os dados do varejo para produtos de pré e pós barba e lâminas de barbear, que respondem por 50% do volume total de vendas.




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